Foto de capa: Parte interna da Loja da Velocità [Foto: Arquivo / Velocità]
São Paulo, outubro de 2026 – Há 30 anos, escolher um tênis de corrida era uma experiência muito diferente da atual. O corredor brasileiro era frequentemente orientado a partir do chamado teste de pisada, dividido entre categorias como neutro, pronador ou supinador, em um mercado com menos marcas, menos modelos e uma oferta tecnológica distante da atual.
Uma vez orientado pelo teste da pisada, o consumidor passava a se ver encaixado em uma das categorias, onde era orientado a encontrar o seu produto ideal. Hoje, diante de superespumas, novas geometrias, placas de carbono e modelos desenvolvidos para diferentes objetivos, o tênis se tornou parte de uma transformação maior. Em três décadas, mudou também quem corre, por que corre e como esse consumidor compra.
Do teste de pisada à era das superespumas
No passado, a escolha do tênis seguia uma lógica. A divisão entre corredores neutros, pronadores e supinadores tinha grande influência na recomendação dos produtos, e o teste de pisada ocupava espaço central no processo de compra.
Com o avanço das pesquisas em biomecânica, essa lógica começou a ser questionada, e a indústria passou a desenvolver novas formas de pensar o calçado. Ao mesmo tempo, surgiram modelos minimalistas, novas geometrias, calçados maximalistas e, posteriormente, espumas de maior retorno de energia e placas de carbono.
O tênis deixou de ser apenas uma ferramenta de amortecimento. Peso, geometria, resposta (responsividade), eficiência e desempenho passaram a fazer parte da decisão do corredor.

Foto: Arquivo / Velocità
A corrida também mudou e criou um novo mercado
Enquanto os produtos evoluíam, a própria corrida também mudava. A partir do final dos anos 1990 e principalmente durante os anos 2000, as provas de rua ganharam espaço, as assessorias começaram a se consolidar e os eventos passaram a oferecer experiências que iam além da competição.
Fundada em 1996, a Velocità acompanhou essa trajetória desde o início, passando pela era das revistas especializadas e dos primeiros guias de tênis à expansão das provas de rua, das expos e, mais recentemente, à digitalização do varejo e ao fortalecimento das comunidades de corredores.
Foi nesse período que ampliou sua participação nesse ecossistema. Quando as revistas especializadas ainda eram uma das principais fontes de informação, a empresa participou da estruturação dos primeiros Guias de Tênis de Corrida do Brasil em parceria com a Contra Relógio.
A Velocità também passou a atuar em grandes eventos do calendário paulista, como a Meia Maratona Internacional de São Paulo, a Maratona Internacional de São Paulo e a São Silvestre. Na Expo da São Silvestre, chegou a operar uma estrutura de cerca de 300 m², com 12 marcas diferentes, e atender aproximadamente 8 mil corredores em quatro dias. Também foi loja âncora da SP City Marathon.
A Velocità acompanhou a mudança do corredor brasileiro
Uma pesquisa feita através dos dados disponíveis no Clube Velocità, com mais de 5 mil membros, mostra atualmente um consumidor diferente daquele do início dessa história. Mais de 90% dos corredores têm mais de 25 anos, com concentração especialmente relevante entre 30 e 50 anos. A base é aproximadamente 65% masculina e 35% feminina, enquanto a empresa observa crescimento gradual da presença das mulheres e do interesse por produtos ligados à performance.
O Clube Velocità começa a revelar outra dimensão desse comportamento. Neste ano, foram registradas pouco mais de 140 mil atividades, totalizando aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros. Entre os corredores que reportam suas atividades, os grupos que correm de 25 a 34 quilômetros por semana e aqueles que passam de 34 km representam metade da base analisada e concentram cerca de 70% das atividades e 80% do volume registrado.
O corredor médio percorre 9,07 km por atividade, em pace de 6:43, com duração média de 55 minutos. São dados ainda em processo de consolidação, mas que já começam a mostrar uma nova possibilidade para o varejo: entender o corredor não apenas pelo produto que ele compra, mas também pela maneira como pratica o esporte.

Foto: Arquivo / Velocità
30 anos depois, a experiência começa a virar dado
Para a Velocità, o próximo capítulo dessa trajetória é transformar os 30 anos de experiência acumulada em conhecimento sobre o mercado. A empresa vem consolidando informações sobre comportamento, consumo e atividade para aprofundar o entendimento sobre diferentes perfis de corredores, o que procuram, como compram e como suas escolhas estão mudando.
“A corrida mudou muito nesses 30 anos, e nós tivemos a oportunidade de acompanhar essa transformação de dentro. Mudou o produto, a tecnologia, a forma de comprar, a maneira de se informar e mudou o próprio corredor. O que estamos tentando fazer agora é transformar essa experiência em informação que ajude o mercado a entender para onde a corrida está indo”, afirma Alexandre Estefano, sócio-diretor da Velocità.
A comemoração das três décadas será marcada por ações voltadas à comunidade. Em 30 de outubro, a Velocità realiza a 10ª edição da Black Friday Run. Corredores previamente inscritos poderão correr até 42 km e transformar a distância percorrida em um cupom de desconto para usar na loja. A meta da empresa é reunir 10 mil participantes.
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Sobre a Velocità
Fundada em 1996, a Velocità é a maior rede especializada em corrida do Brasil e uma das principais referências do país em calçados e equipamentos para corredores. Construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo na análise e orientação para a escolha de tênis de corrida, sendo responsável pelo desenvolvimento do primeiro Guia de Tênis de Corrida do Brasil. Hoje, possui cinco lojas em São Paulo e uma operação de e-commerce que atende todo o país, impactando cerca de 3 milhões de pessoas por ano. Também reúne uma das maiores comunidades de corredores do país por meio do Clube Velocità.


