
Antes de chegarem às grandes competições internacionais, Giovani dos Santos e Jéssica Ladeira percorreram caminhos que começaram em duas cidades do interior de Minas Gerais. Ele nasceu em Natércia, no Sul do estado. Ela, em Ubá, na Zona da Mata. Hoje, os dois estão entre os 100 melhores corredores de elite do mundo, depois de construírem carreiras marcadas por disciplina, regularidade e capacidade de superar obstáculos.
O Campeonato Mundial de Corrida de Rua da World Athletics, realizado no último dia 20, em Copenhague, na Dinamarca, foi mais um capítulo dessa trajetória. Na meia maratona, Giovani foi o brasileiro mais bem colocado na prova, enquanto Jéssica terminou como a segunda melhor atleta do país. O resultado dimensiona a importância do momento, mas não resume a história de nenhum dos dois. Muito antes de chegarem à elite internacional, eles já haviam construído seus espaços no atletismo brasileiro.
Giovani: uma carreira construída com resistência

Aos 45 anos, Giovani dos Santos é um dos atletas mais experientes do atletismo brasileiro. Natural de Natércia, o corredor defende a Seleção Brasileira desde 2010 e acumula participações em competições internacionais. Ao longo da carreira, conquistou três títulos nacionais e foi hexacampeão consecutivo da Volta Internacional da Pampulha, entre 2012 e 2017.
Em uma edição anterior do Mundial, realizada na Bulgária, Giovani terminou na 14ª colocação geral e foi o primeiro atleta não africano da prova. O resultado faz parte de uma carreira marcada pela permanência entre os principais corredores de fundo do país e pela capacidade de continuar competitivo em diferentes fases do esporte.
Essa longevidade é sustentada por uma rotina que ocupa praticamente todos os dias da semana. Giovani treina de segunda a domingo, com sessões duplas durante a semana e trabalho de força. Em períodos regulares, percorre entre 160 e 180 quilômetros. Nos ciclos voltados para maratonas, o volume pode chegar a 200 ou 220 quilômetros semanais.
Entre treinos, viagens, recuperação e competições, o atleta de Natércia transformou a disciplina diária em uma carreira duradoura. O Mundial de Copenhague acrescentou mais um feito ao percurso: ao terminar como o brasileiro mais bem colocado, Giovani reafirmou seu espaço entre os principais nomes do país e consolidou a presença no grupo dos melhores corredores do mundo.
“Mesmo com a minha idade de ‘tiozão’, como muitos dizem, fui para Copenhague disputar mais um campeonato Mundial e corri os 21,1 km em 1h03min19s, praticamente a 3:00/km. Fui o melhor brasileiro da meia maratona. E pensando bem, talvez diminuir realmente possa esperar. Hoje eu quero correr, competir e aproveitar cada oportunidade de vestir a camisa do Brasil”, afirmou o atleta, que neste último domingo (27/09), foi o melhor brasileiro e 2º colocado geral na 35ª edição da Dez Milhas Garoto.
Jéssica: uma carreira que começou em casa

A relação de Jéssica Ladeira com a corrida começou dentro da própria família. Seu pai também era atleta da modalidade, e foi acompanhando essa rotina que ela teve os primeiros contatos com o esporte. A influência familiar foi o ponto de partida, mas a carreira que veio depois foi construída pela própria Jéssica, com anos de treinamento, competições e dedicação ao alto rendimento.
Natural de Ubá, a atleta conquistou o título do Campeonato Brasileiro, obteve resultados expressivos em provas de rua e passou a ocupar um lugar entre as principais corredoras do país. Sua trajetória reúne diferentes fases e exige a mesma combinação de consistência e capacidade de adaptação que marca a modalidade: manter o trabalho, lidar com as mudanças da carreira e seguir em busca de novos resultados.
Depois de mais de sete anos sem disputar um campeonato mundial, Jéssica voltou ao cenário internacional em Copenhague. A participação foi consequência de um trabalho desenvolvido ao longo da temporada, com a disputa de provas importantes e a busca por pontos no ranking olímpico. No Mundial, terminou como a segunda brasileira mais bem colocada e passou a integrar o grupo dos 100 melhores corredores de elite do mundo.
O resultado representa um marco recente, mas está inserido em uma trajetória que já reunia conquistas antes da competição na Dinamarca. A corrida, que entrou em sua vida por influência do pai, tornou-se uma carreira construída com autonomia, experiência e ambição esportiva. Hoje, Jéssica representa Ubá em competições nacionais e internacionais e segue ampliando seu espaço entre as corredoras de alto rendimento.
“Representar o Brasil em um Campeonato Mundial foi a realização de mais um sonho, que se tornou realidade através de muita fé, trabalho, dedicação e persistência. Estar aqui em Copenhague, entre as melhores atletas do mundo, vestindo a camisa do meu país, me fez lembrar de onde tudo começou e de todas as pessoas que caminharam comigo até aqui. Hoje mais do que resultado, levo comigo a certeza de que vale a pena acreditar nos nossos sonhos e nunca desistir deles”, conta Jéssica, que também participou da Dez Milhas Garoto no último domingo, sendo a 2ª melhor brasileira e 4ª colocada geral.
Duas trajetórias, uma parceria
Giovani e Jéssica pertencem a gerações diferentes e construíram trajetórias próprias no atletismo brasileiro. O ponto em comum está na origem e na forma como construíram suas carreiras. Ambos vieram do interior de Minas Gerais e transformaram o treinamento diário em uma oportunidade de permanecer no alto rendimento. Desde 2022, os dois são patrocinados pela Olympikus, parceria que acompanha diferentes momentos de suas trajetórias e se soma ao trabalho desenvolvido diariamente pelos atletas.
“A Olympikus tem muito orgulho da trajetória do Giovani e da Jéssica que acompanhamos e apoiamos desde 2022. O que mais nos inspira é ver como cada conquista é construída no dia a dia, com muito treino, dedicação, escolhas e, acima de tudo, sonho. Chegar a um Mundial entre os 100 melhores corredores de elite do mundo é um feito enorme, mas a história deles começou muito antes disso, nas pistas, nas ruas e em cada passo que deram até aqui. Para nós, é uma alegria fazer parte desse caminho e seguir ao lado de dois atletas que mostram, na prática, a força e a potência da corrida brasileira”, afirma Bianca Dallegrave, diretora-executiva de marketing da Olympikus.
Após as últimas conquistas, Giovani ainda tem pela frente provas tradicionais do calendário brasileiro, como a Volta Internacional da Pampulha e a Corrida Internacional de São Silvestre. Jéssica dará continuidade ao calendário de treinos e competições, com foco na Maratona de Valência e em novos desafios internacionais.
De Natércia e Ubá para o mundo, os dois chegaram à elite da corrida de rua por caminhos diferentes. O Mundial de Copenhague registrou um momento importante dessa história, mas o reconhecimento é resultado de trajetórias muito mais amplas: está nos títulos, na rotina de treinos, nas mudanças de percurso e na permanência de quem segue trabalhando para ocupar seu espaço entre os melhores.
Sobre a Olympikus
A Olympikus é a maior marca esportiva do Brasil e, desde 1975, vem construindo uma longa relação com o esporte brasileiro, por meio de ações sólidas e duradouras. A marca acredita e investe no esporte, buscando inovação e alta performance, por meio do seu Centro de Desenvolvimento e Tecnologia. Hoje está presente em toda a América do Sul e em mais de 12 mil pontos de venda no Brasil.
Sobre a Vulcabras
A Vulcabras (B3: VULC3) é uma Sportech brasileira com atuação global e 74 anos de história. Maior gestora de marcas de artigos esportivos e maior produtora de calçados esportivos do Brasil, a Companhia é detentora das marcas Olympikus, Mizuno e Under Armour, desenvolvendo produtos que unem esporte, tecnologia e inovação para diferentes perfis de atletas e consumidores.
Com mais de 24 mil colaboradores, a Vulcabras possui uma operação verticalizada, com unidades no Brasil que incluem fábricas no Ceará e na Bahia, centro de distribuição em Minas Gerais, escritório administrativo em São Paulo e o maior Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de calçados da América Latina, em Parobé (RS). A Companhia está presente em mais de 20 países, com destaque para a América Latina.
